SAHE 2017: Uma visão sobre o evento e o futuro da saúde - Sensorweb

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SAHE 2017: Uma visão sobre o evento e o futuro da saúde

SAHE 2017: Uma visão sobre o evento e o futuro da saúde

Por Sensorweb em 04/04/2017.

A Sensorweb esteve presente durante o primeiro SAHE (South America Heath Exhibition) que ocorreu em meados de março e queremos compartilhar com você a nossa experiência, enquanto participantes. Já de início, nós gostamos muito do formato do evento, por ser o primeiro SAHE. Eles juntaram congressos e palestras da ANAHP e ABECLIN com uma feira focada na área Hospitalar e os profissionais de atuação desse segmento.

Nós assistimos alguns dos gestores de hospitais referência no País que se apresentaram por lá, entre eles: o gestor do Beneficência Portuguesa (SP); do Albert Einstein (SP); do Moinhos de Vento (RS) e do Sírio Libanês (SP). Além dos gestores também apresentaram alguns líderes de Redes Hospitalares, como a Rede Dor, Grupo Amil e Americas Serviços Médicos.

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No congresso da ANAHP

Alguns dos principais foco do congresso foram relacionados a eficiência e segurança ao paciente, onde debates e apresentações permitiram demonstrar as ações em projetos reais, e os resultados na prática dos mesmos. 

Talvez você não saiba, mas o fato é que a Agência Nacional de Saúde regulamentou uma remuneração diferenciada para Hospitais Acreditados, e isso, atrai melhorias significativas para o segmento Hospitalar. Além disso, com a busca por certificações, tais como ONA e JCI, as melhorias ficam ainda mais em evidência, pois as mesmas exigem processos internos com qualidade. Outro ponto que consideramos importante ainda no congresso da ANAHP foi a apresentação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) e a implantação dos Núcleos de Segurança do Paciente em Hospitais. Alguns cases e estatísticas foram apresentados, para nós é algo ainda recente no setor de saúde, porém acreditamos que devem ganhar destaque cada vez mais.

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O congresso realizado pela ABEClin

Já este congresso, teve um maior foco em Conectividade e Internet das Coisas. Por lá, tivemos apresentações sobre a padronização de protocolos, experiências que a indústria tradicional já passou, mas que a área de saúde ainda engatinha no aprendizado. Os novos equipamentos apresentados estão chegando com comunicação, entretanto, cada um deles tem o seu próprio protocolo e, por isso, acreditamos que, futuramente a integração dos equipamentos com plataformas de supervisão para a gestão hospitalar poderão se tornar inviabilizados, devido essas exclusividades.

Sobre IoT, tivemos um debate com alguns engenheiros de Hospitais e Institutos de Pesquisa, onde o tema foi abordado ainda de forma superficial, com poucos cases na área (outro ponto que ainda engatinha na saúde). Contudo, foi demonstrado o grande interesse deste tema pela a Engenharia Clínica nesses debates e, nós prevemos um crescimento de espaço para desenvolvimento em IoT. Alinhado a este tema, foram realizadas apresentações sobre a segurança das informações, quando um equipamento permite sua conectividade, e quais cuidados devemos ter (um fator que já nos preocupamos há alguns anos por aqui também). O case que mais nos chamou atenção, foi feito pelo Hospital Santa Casa de Porto Alegre (pioneiro na aplicação da norma IEC 80.001) que aborda o tema e ainda é pouco conhecido nos ambientes hospitalares.

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A feira do Sahe

Na outra mão dos congressos, a feira que os complementava apresentou poucas soluções tecnológicas. Na nossa percepção, somente alguns estandes apresentaram soluções em Conectividade e IoT.  O “Hospital Conectado” foi tema presente em outros estandes, apontando uma tendência a ser vista nos próximos eventos da área. As soluções relacionadas ao “Hospital Conectado’ ainda são poucas (quanto ao potencial a ser desenvolvido), no entanto, a movimentação das empresas já apresentando este tema é um BOM sinal de que a área da saúde está de olho no futuro da IoT e da Conectividade, com isso e a nossa experiência no tema, observamos que as necessidades em segurança e eficiência de tudo isso necessitará de um apoio destas novas tecnologias. A dúvida que fica é: Quais soluções serão, realmente, viáveis e efetivas para os hospitais brasileiros?

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