Legislação e os operadores logísticos - Sensorweb

Solução Prática para o Monitoramento de Temperatura

Legislação e os operadores logísticos

Legislação e os operadores logísticos

Por Sensorweb em 01/09/2017.

A Sensorweb está sempre atenta às demandas e aos movimentos do mercado de Saúde, principalmente no que diz respeito ao Monitoramento de Temperatura, às Boas Práticas e à indústria farmacêutica.

Por isso, achamos que este é o momento ideal para dividir com você, que acompanha o nosso blog, uma série de textos pensados especialmente para os operadores logísticos. Nossa intenção é desmistificar, de maneira clara e objetiva, toda a trama que envolve este delicado processo – desde a legislação sanitária relevante para o setor farmacêutico e a importância do Monitoramento de Temperatura no transporte de insumos, passando pela cadeia do frio, a tecnologia e qualificação térmica, para chegar, finalmente, à Gestão de Qualidade e às Boas Práticas, tanto para armazenagem quanto para a distribuição de medicamentos.

Então, vamos começar do começo – com o perdão da redundância. E, para isso, nada mais justo do que abordar, neste primeiro passo dessa jornada logística, as exigências legais e a importância de se monitorar a temperatura quando o assunto é transporte de medicamentos e insumos – ou seja, operação logística.

Pronto! Se acomode, pega aquele bloquinho de notas e aquela caneta que nunca podem faltar e vem com a gente! Afinal, é aquilo que sempre falamos: ajudar e compartilhar conhecimento também são algumas de nossas missões e você, que nos acompanha, é parte fundamental deste processo de troca.

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Adequação

Para você (ou para a empresa da qual você faz parte) que atua no setor logístico, não é segredo que as transportadoras desse ramo estão sujeitas gradativamente às normas da ANVISA e das próprias empresas farmacêuticas – empresas essas que se mostram cada vez mais exigentes quando o assunto são as áreas técnica e legal da empresa de logística.

No que diz respeito ao Monitoramento de Temperatura, uma regra é básica: todos os caminhões (ou veículos) da frota, além de estar em ótimo estado de conservação, precisam ser climatizados de maneira adequada, com controle de temperatura e umidade. Além disso, é preciso ter em mente que os veículos que fazem parte das operações e do transporte de insumos precisam estar devidamente vistoriados e autorizados pela ANVISA – lembrando que o custo dessa autorização depende do porte da empresa. Ah! E os locais de armazenagem não fogem a essa máxima. Eles também necessitam de uma estrutura física ideal para tal fim, com um controle rígido de temperatura, umidade, limpeza e higiene.  

Portanto, é preciso estar atento e se adequar! Manusear, transportar, gerenciar e armazenar produtos farmacêuticos não é uma tarefa simples: as exigências são muitas e, com isso, o cuidado e a adequação à legislação precisam ser redobrados.

Vamos às leis

Os maiores problemas enfrentados por parte da indústria farmacêutica quando se é um operador logístico ou quando a contratação de um serviço de frete se faz necessária são, definitivamente, as dificuldades financeiras e legais. Mas, como o nosso papo de hoje é sobre a legislação sanitária que regula o setor, vamos nos ater à questão legal.

Sendo assim, então, vamos voltar às “temidas” RDCs da ANVISA.

Um operador logístico que se preze está, definitivamente, em dia com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Sem isso, fica praticamente impossível prestar um serviço 100% confiável e dentro da lei. E, para estar em dia com a ANVISA, no caso da logística farmacêutica, é preciso seguir à risca a RDC 210/03. Afinal, é essa resolução que institui as normas das Boas Práticas de Fabricação, Armazenamento e Distribuição de Produtos e Artigos Médico-Hospitalares e para a Saúde.

Ainda dentro do campo legal, não podemos deixar de falar sobre algumas condições impostas pelo próprio setor farmacêutico. Eles não permitem, por exemplo, o repasse de cargas, além de enxergarem a necessidade de uma série de medidas que garantam a qualidade do produto durante o transporte, exigindo, assim, uma correta manutenção da cadeia do frio durante a operação.      

Acho que não precisamos te dizer mais nada, não é?! Para funcionar nos termos legais e não ter problemas com o nosso órgão regulador máximo é indispensável estar com a RDC 210/03 na ponta da língua e devidamente aplicada. Isso sem falar da presença fundamental de todas as documentações e autorizações necessárias à transportadora.

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Qualidade sempre!

Além da regulamentação perante à ANVISA, os operadores logísticos precisam estar atentos às exigências de seus clientes. Para isso, são fundamentais (não custa repetir) um sistema de monitoramento de temperatura e rastreamento altamente eficaz, uma frota diversificada e preparada para atender à toda e qualquer situação, além de profissionais qualificados e um centro operacional de distribuição adequado, com uma infraestrutura que atenda às necessidades das operações logísticas. Afinal, a relação “custo x qualidade” e a eficiência da cadeia de fornecimento são vitais para o sucesso da empresa ao desempenhar a sua principal função, que é transportar itens farmacêuticos com qualidade e segurança.

E você?! Faz parte dessa cadeia logística farmacêutica ou necessita de uma empresa que preste esse serviço?! Tem alguma observação a fazer ou alguma história para contar?! Não deixe de falar com a gente! Lembre-se que nossa caixa de comentários está logo aqui embaixo, te esperando de braços abertos! Esse contato é muito importante para nós 🙂


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