Como perceber confiabilidade? - Sensorweb

Solução Prática para o Monitoramento de Temperatura

Como perceber confiabilidade?

Como perceber confiabilidade?

Por Eduardo Leal em 05/08/2016.

Quando falamos de confiabilidade, a primeira palavra associada ao termo são confiança e confiável. Sim, todas essas palavras tem suas correlações e importâncias para o dia a dia de todos. Não é a toa que a busca por confiabilidade é algo que move praticamente todos os setores da economia no mundo inteiro. Ser ou não ser confiável faz importante diferença na sobrevivência de uma empresa, um serviço ou um equipamento dentro do mercado competitivo, no qual pessoas estão cada vez mais exigentes.

No desejo de ofertar melhores serviços e produtos, a fim de fidelizar cada vez mais pessoas (bem como instituições), empresas têm trabalho de forma incansável com a finalidade de minimizar falhas de confiabilidade e oferecer equipamentos que apresentem desempenho confiável para uso diário.

Vamos entender um pouco mais sobre confiabilidade e como podemos percebe-la em nosso cotidiano, começando pela sua definição.


“A confiabilidade de um projeto, corresponde a sua capacidade de desempenhar adequadamente seu propósito especificado por um determinado período de tempo e sob condições de ambiente pré-determinadas.”, ou também, em outras palavras, “é a probabilidade de um sistema (componente, aparelho, circuito, cadeia de máquinas, etc) cumprir sem falhas uma missão com uma duração determinada.”


Por exemplo, a Sensorweb oferece uma taxa de SLA no seu serviço de 99%, ou seja, que no seu conjunto, o sistema que inclui sensor, transmissão de dados (comunicação) e portal de monitoramento, pode ficar no máximo 7,2 horas sem monitoramento online durante o mês (730h), para janelas de manutenções preditivas e corretivas.

Uma das finalidades da Confiabilidade é a elaboração de regras que permitam a concepção de sistemas muito complexos (computadores, redes elétricas, usinas químicas, sistemas de geração elétrica, aviões, naves espaciais, sistema de controle e proteção, etc) capazes de funcionar satisfatoriamente mesmo com a ocorrência de falhas em alguns dos seus componentes mais críticos.

A importância que a confiabilidade têm no projeto de produtos, processos e serviços

1. Projetos confiáveis requerem menor intervenção após a venda. Isso tem por consequência uma resposta de menor custo na manutenção, além de fornecer suporte quantitativo a técnicas qualitativas bastante difundidas, como a FMEA (análise de modos e efeitos de falhas), descreveremos mais a frente sobre isso.

2. Projetos confiáveis integram as funções de design a manufatura, o que gera processos robustos e estáveis, junto com a redução no estoque de reposição (peças, componentes, dispositivos, etc).

3. Um projeto que apresente confiabilidade gera melhor percepção do cliente frente ao próprio item e claro, a marca representada nele.

Um exemplo prático? Na década de 60 a AT&T instalou seu primeiro cabo transatlântico de comunicações. O objetivo era no máximo 1 falha em 20 anos. O cabo ainda está em operação sem nenhuma falha. A empresa está repondo antigos cabos por cabos de fibra ótica, mais baratos e com confiabilidade de projeto de, no máximo 1 falha em 80 anos de uso.

Fatores que podem alterar confiabilidade de determinado projetos

Condições ambientais: Um projeto pode apresentar desempenho diferente quando opera em contextos distintos. Por exemplo: temperaturas altas e baixo índice de umidade em comparação a contexto climático de temperaturas amenas e alto índice de umidade, nestes casos (como é o caso da extensão do nosso país) é provável que um projeto tende a operar diferente nesses contextos, em especial,  no caso de produtos.

Forma de utilização: Um projeto é desenvolvido e tem seu uso destinado a determinada função, no entanto pessoas ou instituições acabam utilizando-o para outras funções diversas. A utilização desse produto fora da área para qual foi desenvolvido pode apresentar problemas precoces em seu sistema, o que afetará a confiabilidade. Esta alteração também é conhecida no modo popular como “gambiarra” e não se pode analisar a confiabilidade de um projeto em funções não pensadas.

Tipos de falhas que podem ocorrer em projetos

Antes de tudo, compreende-se por falhas a redução parcial ou total da eficácia, ou a capacidade de desempenho de um componente, ou sistema ou até mesmo de medicamentos, como escrevemos em outro post.

As falhas por nível de diminuição da capacidade são chamadas de Falhas Parciais e/ou Falhas Totais, os próprios termos já deixa claro os níveis de falhas ocorridas. Outras falhas consideradas são:

  • Falhas Catastróficas (Ex.: curto-circuito numa linha de transporte de energia elétrica, paralisação total).
  • Falhas Graduais (Ex.: alteração gradual das luzes e cores de um monitor de computador).
  • Falhas Temporárias (Ex.: curto-circuito entre fases, devido a uma causa passageira).
  • Falhas Intermitentes (Ex.: mau contato na entrada do celular que encaixa o carregador).
  • Falhas Permanentes (Ex. lâmpada fundida, bobina queimada).

Abaixo a “curva da banheira” demonstrando as fases de um projeto e suas possíveis falhas.

curva da banheira confiabilidade

Afinal, como perceber confiabilidade?

Há diversas formas de se perceber a confiabilidade de um projeto de produtos, processos ou serviços. Entre as mais conhecidas estão:

Tempo médio entre falhas (MTBF): Termo usado sem muita precisão em muitas industrias. O MTBF é baseado em hipóteses e, portanto, a definição de falha e o cuidado com este tipo de detalhes são de suma importância para uma interpretação correta.

Disponibilidade (SLA): acordo entre o Provedor de Serviços e seus Clientes, o qual estabelece e acorda Níveis de Serviço para determinado serviço/produto provisionado. A disponibilidade deve ser revista regularmente, com a finalidade de garantir um desempenho em conformidade com os Níveis de Serviço acordados, e estão totalmente sujeitos ao Processo de Gerenciamento de Mudanças/Liberações. Exemplo, a Sensorweb oferece uma taxa de SLA no seu serviço de 99%.

Análise dos modos e efeitos de falha (FMEA): Procedimento normal e efetivo para a identificação de perigos devido a falhas que consiste basicamente em: postular falhas, examinar seus efeitos, registrar as proteções existentes e principalmente recomendar modificações/melhorias.

Análise da arvore de falhas (FTA): método padronizado de análise de falhas ou problemas, verificando como os mesmos ocorrem em um equipamento ou processo, ou seja, é uma técnica de confiabilidade e segurança. A FTA é uma representação gráfica em forma de árvore que mostra a relação de causa/efeito, usando uma lógica booleana para combinar diferentes eventos, entender a forma como os sistemas podem falhar e por fim identificar as melhores maneiras de redução de risco.

0% de falhas não existe, por isso confiabilidade é essencial!

Dessa forma, um projeto que apresente as formas citadas de se perceber confiabilidade é digno de ser adquirido para posterior utilização contando com um alto grau de confiança e a sua qualidade. E você? Já passou por alguma situação onde a confiabilidade de determinado equipamento/produto afetou seu negócio de forma positiva ou então negativa? Deixe sua história nos comentários abaixo!


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