Big Data e Inteligência Artificial na Saúde - Sensorweb

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Big Data e Inteligência Artificial na Saúde

Big Data e Inteligência Artificial na Saúde

Por Sensorweb em 31/01/2018.

Como você, que acompanha o blog da Sensorweb, sabe (e pode confirmar aqui e aqui), há algum tempo iniciamos uma jornada rumo ao futuro da medicina. E, não custa reforçar: o futuro da medicina é agora.

Dando, então, continuidade ao nosso raciocínio e comprovando que as tendências tecnológicas na área da Saúde já são uma realidade, hoje o nosso papo vai ser um pouquinho mais aprofundado. Isso porque vamos falar sobre Big Data e Inteligência Artificial – e aplicá-los à nossa área de interesse, é claro.

Para início de conversa, você sabe o que são e o que cada uma dessas tecnologias  representam para o futuro da Medicina?! A alguns textos atrás, quando abordamos exatamente a Medicina do Futuro, nós falamos, de maneira breve, sobre elas. O entendimento mais a fundo de ambas, porém, é fundamental para seguirmos adiante.

E é por isso que o convite está feito: vamos seguir nessa viagem rumo à Medicina do Futuro?! 🙂

Nos mínimos detalhes

Vamos começar do começo. E, para isso, é preciso entender o que são os conceitos de Big Data e Inteligência Artificial para que, aí sim, possamos aplicá-los à Saúde e à Medicina do Futuro.

big data

Big Data

  • Conceito

Uma coisa é fato: estamos vivendo em uma Era que tem como principal característica a imensa quantidade de dados gerados. Para que tenhamos apenas uma noção e possamos criar um comparativo, hoje vivemos em tempos em que a (apenas) cada um ano e meio geramos (nós – pessoas, empresas e aparelhos) a mesma quantidade de dados já criados pela humanidade em todos os tempos. Ou seja: estamos fabricando um sem-fim de informações e isso é – para dizer o mínimo – surreal.

A pergunta que fica é: onde será que isso tudo, essa quantidade “infinita” de dados, vai parar?! É exatamente aí que entra o Big Data (Grandes Dados) – já que ele é um termo de significado tão amplo quanto seu próprio nome sugere.

Ah! E essa pergunta a gente responde já já! 😉

  • Um pouquinho de história

Uma das versões mais conhecidas (e respeitadas) sobre a origem do conceito de Big Data vem da NASA, a Agência Espacial Americana, que no início dos anos 1990 começou a utilizar Big Data para descrever imensos conjuntos de dados muito complexos – eles eram tão complexos que desafiavam, inclusive, os limites da computação e tecnologia disponíveis na época.

A grande sacada foi a NASA perceber que dados brutos que, sozinhos, não diziam nada, poderiam ser destrinchados e processados por sistemas de alto impacto, através de softwares poderosos. O mais bacana disso tudo é que para esse processamento acontecer foi preciso o trabalho conjunto e a união de esforços de inúmeras ciências e áreas especializadas – como Tecnologia da Informação, Estatística, Ciências Sociais e Matemática Avançada, por exemplo.

  • Big Data Analytics

Respondendo à pergunta, então, entramos em um dos desdobramentos do Big Data, conhecida pelo termo Big Data Analytics. Afinal, são eles que se referem aos poderosos softwares capazes de transformar todos esses dados que geramos em informações úteis às grandes organizações e empresas, por exemplo.

A ideia é que instituições que se apoiam no Analytics sejam capazes de analisar dados estruturados e não-estruturados – como ligações de call center, postagens em redes sociais e blogs, demonstrativos de resultados, entre outros -, transformando-os, em tempo real, em oportunidades que estão além do que nós, meros mortais, podemos enxergar de forma orgânica.

  • Big Data nu e cru

Para entender ainda melhor todo esse conceito que mostramos até aqui, é preciso saber quais são as principais características deste vasto universo de dados e, de uma forma geral, como ele pode ser útil para o nosso dia a dia.

Como acabamos de te falar ali em cima, tenha em mente que o Big Data é focado no processamento de dados estruturados e não-estruturados e analisa não apenas o que já existe, mas também o que está por vir, apontando novos e despercebidos caminhos. Além disso, essa é a ferramenta ideal para quando se quer explorar novas possibilidades, descobrir novos padrões e, principalmente, explorar e responder perguntas que ainda não haviam sido feitas. E por último, mas não menos importante, lembre-se sempre que o Big Data é muito mais amplo do que a gente imagina e pode ser utilizado em qualquer área ou segmento – como a Saúde, por exemplo.

Mas antes de falar sobre sua aplicação na Saúde, vamos à Inteligência Artificial.

AI

Inteligência Artificial

  • Conceito

As máquinas já começaram a pensar, transformando em presente o que, até pouco tempo, era apenas ficção científica ou, ainda, “coisa de filme”. Era.

A Inteligência Artificial é a parte da Ciência da Computação que desenvolve dispositivos, estruturas e robôs capazes de desenvolver funções – com perfeição, se é que ela existe – antes só observadas em humanos, como pensar, mensurar, executar tarefas, tomar decisões e resolver problemas. Enfim, a capacidade de ser inteligente.

Uma coisa, porém, deve ficar clara: a ideia não é que as máquinas apenas solucionem problemas de forma racional. O grande lance dentro dos estudos da Inteligência Artificial é aprimorar os sistemas para que eles consigam aprender e se autodesenvolver. O objetivo é que eles criem novas deduções a partir da junção de várias informações fragmentadas – assim como acontece dentro do sistemas neurológico dos seres humanos.

  • Um pouquinho de história

Pode parecer mentira, mas as primeiras pesquisas em torno da Inteligência Artificial foram iniciadas nos anos 1940. Com o computador sendo apenas um projeto, estudos começaram a ser desenvolvidos para que novas funcionalidades dessa ainda desconhecida tecnologia fossem encontradas.

A ciência ganhou força e gerou diversas linhas de estudo, porém, logo após a Segunda Guerra Mundial. Foi o matemático inglês Alan Turing (lembra do filme “O Jogo da Imitação”?!), com seu estudo Computing Machinery and Intelligence, que deu o pontapé inicial e cunhou a nomenclatura “Inteligência Artificial” (do inglês Artificial Intelligence – AI), em 1956.

Onde queremos chegar?!

Queremos, é claro, chegar à aplicação dessas tecnologias na Saúde.

Na medicina, a ideia é que a Inteligência Artificial seja utilizada, principalmente, na realização de cirurgias. Estudiosos garantem que robôs são capazes de obter uma performance igual ou melhor que a de profissionais tradicionais de Saúde em procedimentos minuciosos, como a angioplastia, por exemplo.

Mas será que isso é verdade?! Será possível usar dados, máquinas e robôs a favor da medicina e de pacientes em todo o mundo?!

Big Data e Inteligência Artificial na Saúde

Depois de entender, com mais detalhes, o que são Big Data e Inteligência Artificial, vamos às suas aplicações e em como elas marcam presença na Saúde, sendo parte fundamental da Medicina do Futuro.

Comprovando as evidências

Não é segredo para ninguém que a medicina é extremamente complexa e envolve uma série de campos de atuação com diferentes interesses. Independente, porém, dos conflitos internos e das divergências existentes entre essas áreas de atuação – que sabemos que existem – a vida dos pacientes e qualidade do serviço prestado devem estar em primeiro lugar, além da eficiência dos métodos de trabalho. E é aí que o Big Data e suas ferramentas de Analytics

podem ajudar. Afinal, se configuradas corretamente, elas facilitam o processo de documentação e acesso a todas as evidências científicas – o que auxilia, e muito, na obtenção de diagnósticos cada vez mais certeiros e na adoção de tratamentos correspondentes àqueles que o paciente realmente precisa. Vale reforçar: se as tecnologias não forem configuradas, a possibilidade de um diagnóstico certeiro vai por água abaixo! Portanto, fique atento!

Prontuários eletrônicos

A medicina moderna não sabe mais viver sem eles: cada vez mais hospitais têm adotado métodos modernos e tecnológicos de registros, automatizando seus processos. O diferencial, além da margem quase nula de erro, é que os documentos gerados pelos prontuários eletrônicos contam com informações e elementos completos sobre os pacientes, que vão desde informações pessoais e prescrição de medicamentos e exames, até diagnósticos e prognósticos. A tecnologia também está presente quando, além de tudo o que já falamos, algoritmos de análise de dados automatizam a previsão de quaisquer eventos relacionados à saúde do paciente, como risco de morte e chances de sucesso de um tratamento, por exemplo.

Colocando tudo em ordem

Como já te falamos, previsões são parte fundamental do processo de aprendizagem das máquinas e as instituições de saúde devem usar essas previsões a seu favor. Afinal, elas podem ser o fundamentais quando o assunto é o sucesso organizacional ou, ainda, tomada de importantes decisões. Uma análise bem feita de dados administrativos pode ser o diferencial para a melhoria do processo de triagem e admissão, a distribuição de funcionários ou a alocação de leitos, por exemplo.

A Internet das Coisas está em tudo

Tá aí uma coisa que a gente não cansa de dizer: a Internet da Coisas já é uma realidade. Hoje em dia, incontáveis hospitais e instituições de saúde contam com máquinas e aparelhos que estão conectados à internet, fazendo com que os dados gerados por eles sejam analisados de maneira mais acessível, já que são interpretados por algoritmos de aprendizados das máquinas*. E aí, como bem sabemos, esses dados têm mil e uma utilidades, trazendo incontáveis benefícios, não só para as instituições, mas também para os pacientes.

*Não queremos “puxar a sardinha” para o nosso lado, mas você já sabe que é isso que a Sensorweb faz, né?! Internet das Coisas e Monitoramento de Temperatura é com a gente mesmo! 😉

O que seria do conhecimento se ele não fosse compartilhado?!

Uma coisa muito comum na medicina mundial é, diariamente, a publicação de artigos científicos em veículos renomados. E o que seria desses artigos se não fosse a tecnologia?! Graças a ela é possível que tais artigos alcancem o maior número de profissionais (e pacientes) em diferentes lugares do planeta. Sem contar, é claro, que uma quantidade considerável 100% destes trabalhos são baseados em evidências que surgiram após uma extensa análise de dados.

Tecnologia e Saúde de mãos dadas

E aí?! Já se convenceu de que a tecnologia é, sim, uma aliada da Saúde e que cientistas do mundo todo estão trabalhando incansavelmente para trazer cada vez mais descobertas benéficas para o futuro da medicina?! Esperamos que sim!

Como a capacidade humana, porém, nos limita a uma parcela muito pequenas dessas descobertas, é preciso saber que um sistema de aprendizado baseado em dados pode (ainda mais!) revolucionar esse futuro. Afinal, os dados facilitam muito o acesso a novas descobertas e precisamos usar isso a nosso favor.

O que achou do nosso papo de hoje?! Já tinha ouvido falar em Big Data e Inteligência Artificial?! Você acredita que tais tecnologias são, realmente, parte fundamental do futuro da medicina?! De que outras maneiras podemos aliá-las à Saúde?! Não deixe de falar com a gente! Lembre-se que nossa caixa de comentários está logo aqui embaixo, te esperando de braços abertos! Esse contato é muito importante para nós 🙂


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