Análise da Criticidade dos Materiais nos Ambiente de Saúde - Sensorweb

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Análise da Criticidade dos Materiais nos Ambiente de Saúde

Análise da Criticidade dos Materiais nos Ambiente de Saúde

Por Sensorweb em 13/09/2016.

O que uma mineradora, uma empresa de petróleo e uma joalheria têm em comum? Seus gestores sabem exatamente o valor do material que têm em seus estoque! Eles sabem que trabalham com valores altíssimos e justamente por isso que monitoram diversas métricas em suas reservas ou estoques com uma certa constância, pois precisam avaliar os riscos com precisão.

No setor da saúde a lógica dever ser a mesma, no entanto nós sabemos que é difícil avaliar esses valores reais, pois  esses números ficam embutidos em outras contas ou setores, até mesmo “perdida” no meio das diversas contas que um hospital ou até mesmo uma pequena clínica possuem. No fim, esse valor pode passar desapercebido pelos gestores.

Além disso, temos também o “valor inestimável” que são os insumos sensíveis que não podem ser repostos com uma simples compra, como por exemplo as bolsas de sangue, pesquisas em saúde ou análises laboratoriais. A questão de não conseguirmos “precificar” dificulta mensurar o tamanho de investimentos que setores da saúde devem receber. Afinal, você saberia dizer quanto vale os produtos e os insumos que estão armazenados em sua geladeira ou câmara? Esse é um passo fundamental na gestão de sua clínica ou hospital.

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Antes de dar continuidade ao tema, é fundamental observar os níveis de criticidade estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O nível I esclarece que é aquele afeta em grau não crítico o risco, podendo ou não interferir na qualidade ou segurança dos serviços e produtos. O nível II de criticidade contribui, mas não determina exposição a risco se não cumprido ou cumprido inadequadamente, interferindo na qualidade ou segurança dos serviços e produtos. Já o nível III determina exposição a risco se não cumprido ou cumprido inadequadamente, influindo em grau crítico na qualidade e segurança dos serviços.

Análise da Criticidade de Materiais

Com base nos níveis apresentados, os gestores e a equipe responsável pela unidade de saúde precisam pensar sobre a criticidade nos estoques de suas farmácias onde guardam medicamentos (sensíveis ou não), imunobiológicos ou hemoderivados. E dentro das grandes instituições de saúde, como Hospitais, essa realidade é ainda mais delicada e a farmácia de um hospital já deve dispor de mais profissionalismo na gestão da saúde, com tecnologias agregadoras e metodologias de gestão que devem ser incorporadas ao cotidiano deste setor.

Umas destas metodologias é a Análise da Criticidade de Materiais. Essa análise inclui alguns pontos fundamentais como a administração de materiais, que deve ser feita incluindo os recursos humanos e financeiros da instituição. É preciso entender que, por estar no centro do processo de distribuição de uma instituição de saúde, a gestão de materiais assume um papel relevante para a administração desses ambientes.

Gestão e controle de estoques

Outro braço importante da Análise da Criticidade de Materiais é a gestão e controle de estoques. É importante destacar que uma boa gestão de estoques possibilita a melhor segurança do paciente, por conta o melhor armazenamento de medicamentos e a preservação da cadeia do frio sem que exista ruptura, até sua aplicação. Por outro lado, a falta dessa gestão torna os medicamentos e o serviço a população com valor reduzido ou notoriamente com a qualidade desfalcada, e se faltar um medicamento na hora e local certo pode ocasionar até a morte de um paciente.

Função dos estoques e necessidade de controle e gestão de estoques

Um importante passo para os ambientes de saúde é entender a função dos estoques. De forma objetiva, o estoque deve funcionar como regulador do fluxo de negócios. Como há uma diferença nas velocidades entre entradas e saídas de materiais, há a necessidade de que os mesmos sejam depositados ou armazenados em um local apropriado, esperando seu consumo em alguma unidade de saúde.

Em hospital, clínica e laboratório, onde a logística é interna e não há venda de produtos para fora, tal concepção deve ser revista. Os estoques serão mais setorizados, assumindo a forma de almoxarifados e farmácias. O setor de materiais, também pode ser conhecida como farmácia central, será o centro controlador de todo o processo. Por isso a necessidade de controle e gestão de estoques é tão importante. Na saúde, atender aos clientes, que podem ser os setores requisitantes ou pacientes, na hora certa, na temperatura correta, na qualidade e quantidade exatas, é o maior objetivo do setor de materiais, por isso os estoques devem ser bem administrados e a necessidade de seu controle e das variáveis existentes ali (temperatura, pressão, porta aberta, energia, umidade, …) tornam-se inevitável. O mais importante é reconhecer que o controle deve estar presente em todas as fases do ciclo operacional da instituição, começando quando surge a necessidade de materiais e só terminando quando os mesmos forem consumidos ou utilizados.

Método da Criticidade

Para auxiliar nesse controle existe o Método da Criticidade (ou XYZ). Ele funciona baseado na ideia de que cada produto utilizado em uma instituição possui a sua importância para o processo produtivo.

Assim como no Estudo da Curva ABC, que mostra quais os itens são os que possuem o mais alto custo, se comparado ao todo do estoque, a análise do método da Criticidade (ou XYZ) demonstra o grau de importância de cada material em relação à soma total dos itens, classificando os materiais em categorias X, Y ou Z em termos de importância. Dessa forma, a Análise da Criticidade visa fornecer subsídios para a tomada de decisões dos gerentes, identificando as poucas e importantes características para que certos produtos recebam atenção especial. (Ref.)

Você já aplicou algum método de criticidade no seu ambiente? Esse post te ajudou de alguma forma? Conta pra gente a sua experiência e opinião nos comentários!


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