A eficácia das vacinas: Como a rede de frio pode afetar? - Sensorweb

Solução Prática para o Monitoramento de Temperatura

A eficácia das vacinas: Como a rede de frio pode afetar?

A eficácia das vacinas: Como a rede de frio pode afetar?

Por Raabe Moro em 10/03/2015.

Você sabia que no mundo milhões de crianças morrem todos os anos por doenças que podem ser prevenidas, mas que devido a uma refrigeração ineficiente ou até mesmo inexistente as vacinas perdem por completa a sua eficácia?

Como já explicamos aqui, a rede de frio, ou também conhecida como cadeia do frio, é um conjunto de medidas e processos que protegem a integridade de imunobiológicos sensíveis a temperatura desde a produção até seu destino final. Sem uma logística adequada fica difícil assegurar a eficácia das vacinas no processo de imunização dos pacientes. Você consegue mensurar o que a variação na rede de frio pode causar em uma vacina? Em muitos casos essa variação determina se pessoas poderão ser salvas ou não. Para saber a importância que a mesma tem basta ler as notícias sobre o vírus ebola. Na sua maioria, os países com foco da doença estão em regiões onde o calor durante o dia é avassalador. Nesses casos, como garantir que uma possível cura chegue até as vítimas de forma eficaz? Uma questão importante a se perguntar e que a rede de frio pode resolver.

De forma simples, podemos categorizar a rede de frio em cinco etapas para essas vacinas: inventário, locomoção, armazenamento, embalagens e gestão de dados. Já os meios de transporte utilizados podem variar de acordo com a geografia do local ou com outros fatores diversos. Vamos conhecer os desafios que a rede de frio/cadeia do frio tem vencido para manter a eficácia das vacinas?

Pontos de parada

Se a entrega fosse realizada de forma direta, a dificuldade na elaboração da rede de frio seria mais simples, no entanto, para atender a medidas de logística, burocracia alfandegária ou mesmo distribuição varejista, às vezes, se faz necessário realizar paradas e acomodações em pontos específicos.

Basicamente, para chegar ao paciente, uma vacina passa pelas seguintes fases:

  • Saída do fabricante
  • Transporte por caminhões refrigerados ou outro meio de locomoção
  • Paradas em postos fiscais
  • Acomodação em pontos de distribuição
  • Acomodação em hospitais ou farmácias
  • Repasse ao paciente

Dependendo das circunstâncias, as etapas acima podem ser até triplicadas. Mas o habitual é que ocorram, no mínimo, essas seis etapas. Em todas elas, as vacinas requerem temperaturas que variem de 2 a 8 graus, para que suas propriedades sejam garantidas.

Nem muito quente e nem muito frio

Outra questão levada em conta é o cuidado para que as vacinas não congelem. A alteração do estado físico delas pode acarretar a perda dos efeitos positivos das drogas ou veículos (substância que transporta a droga pelo organismo) utilizados. Vale lembrar que as alterações que ocorrem em medicamentos, segundo a Organização Mundial de Saúde, são cumulativas, o que significa que cada pico de temperatura compromete a vacina cada vez mais, mesmo que os picos sejam em temperaturas repetidas.

A Cadeia do Frio Brasileira

No Brasil, a rede do frio cresce em forte escala, se fazendo presente em inúmeras unidades de saúde que monitoram a temperatura. Há também empresas, como a Sensorweb, que se aprofundam em soluções para um melhor monitoramento, gerando a garantia de um medicamento eficaz.

No entanto, o país ainda possui desafios que envolve regulamentações antigas ou que ainda não foram postas em prática, há também a falta treinamento das equipes para armazenamento, dentre outros pontos. Aqui citamos dois primordiais, que exigem atenção e melhorias em nosso país. São eles:

Pontos de Armazenamento

Uma questão importante que possui influência direta na eficácia das vacinas: são os pontos de armazenagem e a forma como é feita a manipulação desses ambientes e das vacinas. Segundo uma pesquisa apresentada na Epidemiol. Serv. Saúde, revista da Scielo publicada em Brasília, muitos agentes de saúde não recebem o treinamento adequado para lidar com ambientes termicamente protegidos. A pesquisa expôs também que boa parte dos ambientes onde fora realizada as entrevistas, não estavam aptos ou não possuíam estrutura adequada para seguir os procedimentos que a rede de frio necessita. Dessa forma, os pontos de armazenagem despreparados tornam-se um grande desafio para a cadeia do frio, alvejando apresentar soluções práticas e com interesse em cessar possíveis perdas, ganhando mais vida e melhores resultados.

Sistema de Transporte

Não menos importante, o Brasil passa por dificuldades quando o assunto é transporte de itens sensíveis a temperaturas. Aliás, assunto já abordado em nesse post aqui. A dificuldade no transporte se dá porque a irregularidade do terreno aliada a um mau planejamento estrutural colabora para uma ineficiente malha ferroviária, hidroviária, rodoviária e aeroviária (poucos aeroportos), aumentando os custos de transporte e seu tempo de viagem, o que torna mais difícil garantir a integridade térmica e física dos medicamentos.

Viu como a rede de frio é fundamental para que a integridade das vacinas seja garantida? Para o mundo e para o Brasil é preciso que medidas preventivas sejam tomadas para que tudo ocorra bem.

O que achou do conteúdo desse post? Você pode encontrar muitos outros artigos sobre o tema na nossa página. Sua opinião é muito importante para nós, por isso, deixe seu comentário ou entre em contato!

Fonte da pesquisa: http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/ess/v19n1/v19n1a04.pdf

 

Comentário

  1. - 11/03/2015

    obrigado mas nos hospitais de goiania na rede publica ja estão seguindo estes passos .e em varios hospitais vão e ja estão trocando os refrigeradores vai ser muinto bom pra monitorização de vacinas.

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